Jorge Graça é saxofonista, compositor, criador de instrumentos e investigador nas áreas da música, tecnologia e práticas artísticas comunitárias. Doutorado em Música na Comunidade pela NOVA FCSH, é investigador no CESEM, onde desenvolve trabalho em torno da criação artística participativa, da inclusão através da música e do desenvolvimento de instrumentos e interfaces musicais acessíveis. É mestre em Ensino da Música (Saxofone) pela Universidade de Aveiro e lecionou saxofone, classe de conjunto e Música e Tecnologias Informáticas no Conservatorio de Musica David de Sousa entre 2014 e 2020. A sua prática artística constrói-se no cruzamento entre música electroacústica, objectos sonoros artesanais, performance e criação comunitária. Enquanto intérprete e compositor, apresenta-se sob o nome artístico Fauxclore, através do qual explora a tensão entre folclore e contemporaneidade, entre paisagem rural e cultura urbana. O álbum inaugural Canta Ceifeira (2022) propõe uma arqueologia sonora do interior português, convocando referências que transitam entre o ambient, o experimental e os tape loops, numa reflexão sobre memória, território e transformação cultural. Para além da criação musical, desenvolve práticas multidisciplinares centradas na Música na Comunidade, concebendo instrumentos experimentais e interfaces digitais inclusivos adaptados a diferentes capacidades. Neste contexto, criou o workshop participativo “Pássaros Imaginários”. Colabora regularmente com a Companhia de Musica Teatral em projectos artísticos e educativos como Pianoscópio, Cartografia Sonora Imaginária, O Céu por Cima de Cá, Canção da Terra, Com Palavras Amo, participando como intérprete, músico, assistente de produção e criador de objectos e paisagens sonoras para instalações. No campo da dança contemporânea, assina ainda a sonoplastia de espectáculos da Ordem do O, para quem criou a música de Kurpu di Mundu, Orquestra Coreográfica do Selvagem, Medeia e INNOMINĀTU.